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Windows 10 sem suporte: o prazo que vence agora e o que fazer

O Ano 1 do programa pago de atualizações termina em 13 de outubro de 2026. Quem não decidir agora paga retroativo depois — e quem não fizer nada fica sem correção de segurança.

Equipe GugaCloud5 min de leitura

Se você ainda tem máquinas com Windows 10 na empresa, existe uma data chegando que muda o custo da sua decisão: 13 de outubro de 2026. É quando termina o Ano 1 do programa pago de atualizações de segurança.

Este não é mais o artigo sobre “o Windows 10 vai acabar”. Ele acabou — o suporte terminou em 14 de outubro de 2025. Este é o artigo sobre o que fazer agora que já se passou um ano, e por que a conta fica mais cara a cada mês de adiamento.

O que já aconteceu

Desde outubro de 2025, máquinas com Windows 10 não recebem mais, pela via normal:

  • correções de segurança;
  • correções de bugs;
  • suporte técnico da Microsoft.

O computador continua ligando e trabalhando. É exatamente isso que torna a situação perigosa: nada quebra visivelmente. A máquina vai acumulando falhas conhecidas e sem correção, e a primeira evidência de que havia um problema costuma ser o incidente.

O programa acaba em 2028 de qualquer jeito — e cada ano de adiamento acumula, nao adia.

O programa pago: como ele realmente funciona

A Microsoft criou o ESU (Extended Security Updates), uma assinatura anual que devolve apenas as correções críticas e importantes. A documentação oficial do programa detalha as regras; três delas decidem a sua conta:

1. Tem prazo final, e ele é 2028. O programa dura no máximo três anos para empresas:

Termina em
Ano 1 13 de outubro de 2026
Ano 2 12 de outubro de 2027
Ano 3 10 de outubro de 2028

Depois disso não existe mais extensão. É uma ponte, não um destino.

2. É cumulativo — e esta é a armadilha. Você não pode comprar só o Ano 2. Se decidir entrar no programa no ano que vem, paga o Ano 1 retroativo também. Cada ano de adiamento não adia o custo: acumula.

3. Não inclui suporte técnico. O ESU entrega atualização de segurança e nada mais. Problema que não seja de segurança não tem correção. Suporte, só com contrato à parte.

Ainda: só vale para a versão 22H2, e apenas nas edições Enterprise, Education e Pro em uso comercial. Máquinas em versões mais antigas não são elegíveis — precisam ser atualizadas antes, ou ficam de fora.

A pergunta não é “o ESU vale a pena?”. É “quanto tempo eu ainda preciso dessas máquinas?” — porque o programa acaba em 2028 de qualquer jeito.

A escolha muda por maquina, nao pela empresa inteira.

As quatro saídas reais

1. Atualizar para o Windows 11

É o caminho certo para a maior parte do parque. Grátis, se o hardware for compatível.

O bloqueio costuma ser o TPM 2.0 e a lista de processadores suportados. Antes de decidir qualquer coisa, rode um inventário: quantas máquinas passam no requisito e quantas não passam. Esse número decide todo o resto, e quase nenhuma empresa o tem na mão.

Em muitos casos, máquinas que parecem reprovadas só estão com o TPM desligado na BIOS. Vale conferir antes de condenar o equipamento.

2. Trocar o equipamento

Para o que não passa no requisito. Caro de cara, mas se a máquina é de 2018 ou anterior, você provavelmente já paga por ela de outras formas — lentidão, chamados, disco falhando.

Compare honestamente: o custo da máquina nova contra três anos de ESU somados ao tempo perdido. A conta costuma inverter mais rápido do que parece.

3. Pagar o ESU, com data marcada para sair

Legítimo quando há um motivo concreto: um sistema que só roda no Windows 10, um equipamento com driver que não existe para o 11, um contrato que vence em dois anos.

A regra aqui é uma só: se você entrar no ESU, saia com data marcada. Programa de transição sem data de saída vira permanência — e em 2028 a porta fecha sozinha.

4. Virtualizar

Se o problema é um sistema legado específico, às vezes a resposta não é manter o computador inteiro para trás. Isola aquele sistema numa máquina virtual e libera o parque físico para o Windows 11.

Quando o ESU NÃO vale a pena

Vale dizer, porque quem vende licença raramente diz:

  • Se as máquinas passam no requisito do Windows 11. Pagar por segurança estendida num equipamento que podia estar atualizado de graça é desperdício puro.
  • Se o parque é pequeno e antigo. Em cinco ou seis máquinas de 2017, três anos de ESU somados chegam perto do preço de equipamento novo — e você termina em 2028 com o mesmo problema.
  • Se ninguém vai usar o tempo comprado. ESU é prazo. Prazo sem plano é só adiamento caro.

O que fazer nesta semana

  1. Conte as máquinas. Quantas rodam Windows 10, em qual versão, e quais passam no requisito do Windows 11. Sem esse número, qualquer decisão é chute.
  2. Separe as que têm motivo real para ficar. Sistema legado, driver, contrato. Costumam ser bem menos do que a primeira impressão sugere.
  3. Decida antes do dia 13, se for entrar no ESU. Depois dessa data a conta passa a ser cumulativa.
  4. Marque a data de saída. Mesmo que o plano seja pagar, defina quando o parque estará em Windows 11.

E aproveite o inventário: máquina velha costuma ser também máquina sem BitLocker, sem gestão centralizada e sem política de atualização. Se você vai olhar o parque inteiro de qualquer forma, vale resolver isso junto — é a diferença entre os planos do Microsoft 365, como já escrevemos aqui.

A pergunta para levar à sua TI hoje: quantas das nossas máquinas passam no requisito do Windows 11, e quantas não passam? Se ninguém souber responder de cabeça, esse é o primeiro trabalho.

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